A exposição deste ano do Costume Institute do Museu Metropolitano de Nova York (Met) tem como tema “Sleeping beauties: reawakening fashion” (belas adormecidas: despertando a moda). Com peças antigas e frágeis demais para serem usadas, a mostra explora a efemeridade da moda, a importância da história e como as tecnologias atuais podem contribuir para isso.

Para o Met Gala, a festa de abertura da exposição, o dresscode oficial era “O jardim do tempo”, inspirado no conto de 1962 de JG Ballard. A obra do escritor narra a vida do Conde Axel e sua esposa em uma mansão paradisíaca cercada por uma multidão revoltada. Os eventos antecederam a abertura do Met Gala, com profissionais da editora Condé Nast reivindicando a sindicalização e protestos pró-Palestina.

Durante o evento, os convidados se arriscaram com looks que iam do esplendor à decadência, trazendo à tona peças icônicas de marcas como Alexander McQueen e Maison Margiela. No entanto, a quantidade de roupas impraticáveis chamou a atenção, com algumas pessoas precisando de ajuda para se locomover devido aos trajes volumosos e desconfortáveis.

A moda apresentada no tapete vermelho foi marcada por volumes estruturados, cabeças cobertas e influências florais, plissados e drapeados. Enquanto algumas interpretações foram elogiadas, outras levantaram questionamentos sobre a praticidade e relevância dos looks apresentados.

Em meio a essa celebração da moda, Madonna fez um show histórico no Rio de Janeiro, relembrando suas apresentações passadas e sua influência na luta pela liberdade e emancipação feminina. No entanto, o surgimento de uma onda conservadora em vários aspectos da sociedade reflete a necessidade de permanecer vigilante em relação aos avanços sociais conquistados ao longo do tempo. É crucial respeitar a história, mas também avançar em direção a um futuro mais inclusivo e igualitário.